Amplificador Marshall Origin 50C

De Joe Gore para a Premier Guitar O novo Origin 50C da Marshall é um combo valvulado 1×12 para orçamentos limitados cheio de recursos modernos, inteligentes e úteis. No entanto, seus controles não são mais complexos do que os de um Marshall dos anos 1960. Ele faz parte de uma nova linha chamada Origin, que também oferece combos de baixa potência e modelos do tipo cabeçote, incluindo um companheiro de 50 watts para o combo analisado aqui.

Você consegue o que precisa

De acordo com o marketing da Marshall, a série Origin fornece “o que os músicos contemporâneos querem e precisam”. Sim, parece marketing. Mas adivinha? É mais ou menos verdade.

Especificamente, este amplificador de canal único tem uma resposta tonal relativamente neutra e ampla, perfeita para músicos que preferem criar timbres principalmente a partir de seus pedais. Os graves são mais graves e os agudos são mais agudos do que nos Marshalls tradicionais. Ainda há muito do rugido de Marshall, graças à receita clássica de duas válvulas de potência EL34 e um trio de válvulas de pré-amplificação ECC83. Você pode invocar muitos sabores crunch com apenas uma guitarra e um cabo, o que é tudo o que você ouve no primeiro clipe de demonstração. A resposta dinâmica é excelente. Você pode acionar a distorção e, em seguida, limpá-lo com o botão de volume da guitarra.

Mas você também pode obter timbres brilhantes e ricos em agudos em volume relativamente alto. Isso é perfeito para os músicos que criam distorções através de seus fuzzes e overdrives favoritos. Para o segundo clipe de demonstração, conectei alguns fuzz boxes feitos à mão e um Eventide H9, e passei pelos presets. (É o mesmo timbre limpo com o knob na metade do curso durante todo o clipe. A distorção é apenas com o pedal.) Eu certamente ouço mais detalhes dos efeitos de alta resolução do H9 do que ouviria com um amplificador vintage. Os reverbs são mais arejados e o pitch de oitavas acima se destaca. Do outro lado, as transposições de sub-oitava têm mais impacto e definição. A retificação de transistor passa uma sensação mais comprimida e mais rápida do que um valvulado, e timbres de alto ganho têm presença raivosa. Se um Marshall vintage e um alto-falante hi-fi tivessem um bebê, seria algo assim.

Se um Marshall vintage e um alto-falante hi-fi tivessem um bebê, seria algo assim.

Marshall Origin 50C. Fonte: Marshal.com

Movimentos para os Modernos

O Origin 50C funciona em 50, 20 ou 5 watts. Há pouca diferença de timbre entre as configurações. O crunch de 5 watts é tão pesado quanto o de 50 watts.

Há um estágio de boost, ativado por meio de um footswitch push/pull incluído. Um segundo footswitch alterna o loop de efeitos mono/em-série para dentro ou para fora da cadeia de sinal. Dessa forma, você pode obter combinações complexas de efeitos com seus pés e ativá-los de uma só vez, ao invés de sapatear toda a sua pedaleira toda vez que você vai do sinal seco para um mais processado.

Outra idéia inteligente: a Marshall substituiu o tradicional interruptor de brilho “bright switch” por um botão “Tilt”. Desta forma, você pode obter ajustes mais sutis do que o contrastante opaco/brilhante. Essas configurações intermediárias podem ser bastante úteis. Eu me vi deixando os controles de timbre perto da posição do meio, ajustando apenas o botão de Tilt quando procurava os timbres.

O amplificador é de traseira aberta, mas um defletor secundário encobre parte do alto-falante, projetando o som para a frente como em uma cabine de traseira fechada. Eu não posso jurar que isso é inteiramente devido ao defletor, mas o Origin 50C tem os baixos robustos de um gabinete selado enquanto também dispersa o som em todas as direções como um amplificador combo Fender. É fácil capturar graves carnudos microfonando de perto. Mas quando você toca em espaços pequenos, você provavelmente não sofrerá a “maldição da traseira fechada” (ensurdecer as pessoas à sua frente enquanto você mal ouve a si mesmo).

Esses parecem recursos úteis? Legal! Você é o tipo de músico no qual a Marshall está mirando. Mas se você não se importa com essas coisas e só quer chegar o mais próximo possível de um Marshall vintage a um preço razoável, a linha Origin talvez não seja sua melhor opção.

Marshall de traseira aberta
Traseira aberta e seu único falante Celestion.

Valor Valvulado

A Origin 50C é vendido por modestos US$ 799 nos EUA. (Compare isso com a reedição atual da Marshall para seu combo JTM-45 de duas potências, que custa US$ 2.700 nos EUA.) Obviamente, a Marshall está aparando algumas pontas aqui, mas são cortes inteligentemente escolhidos.

O amplificador é fabricado no Vietnã. Os componentes são montados na placa de circuito, que também hospeda os jacks e potenciômetros. O gabinete é robusto, mas feito de material composto. (O amplificador pesa 18 Quilos). Ainda assim, o Origin 50C soa fantástico, e não há nada frágil em seu hardware e gabinete. O pedal footswitch é digno de palco. Este amplificador pode ser feito com métodos de produção em massa, mas é bem feito. Eu não hesitaria em usá-lo no estúdio ou levá-lo em turnê.

O Veredito

Muito pensamento criativo entrou no projeto Origin 50C da Marshall. Seu som é parcialmente enraizado no vintage Marshall, mas seu perfil relativamente flat e de ampla frequência é perfeito para escultores de timbres que preferem pedais. Você raramente precisa tocar nos botões de graves, médios, agudos ou de presença, porque o controle Tilt pode fazer tudo que você precisa. Os timbres são ambiciosos ​​em todas as potências. Por US$ 799 (nos EUA), o Origin 50C é grande, e uma grande barganha.

Veja o teste:


Joe Gore, editor sênior colaborador baseado em São Francisco, gravou com Tom Waits, PJ Harvey, Tracy Chapman, Courtney Love, Marianne Faithfull, Les Claypool, Flea, DJ Shadow, John Cale e muitos outros artistas. Sua música aparece em muitos filmes e programas de TV, além de um número indiscriminado de jingles. Joe já escreveu milhares de artigos sobre música ou  músicos e contribuiu para muitos produtos musicais, incluindo os programas Logic e GarageBand da Apple. Em seu tempo livre, Joe produz a linha de efeitos de guitarra Joe Gore e edita um blog para nerds de guitarra (tonefiend.com)

Baixe o manual.


Artigo reproduzido sob licença de Premier Guitar, visite o site e leia o artigo original. Direitos reservados.

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