Contrabaixo, Slap & Heavy Metal

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Nos últimos anos, no Heavy Metal, o uso de uma técnica que sempre foi usada quase que exclusivamente na Black Music e no Funk está se popularizando. Estamos obviamente falando sobre o Slap que, com sua sonoridade percussiva característica, confere energia extra aos arranjos, enfatizando padrões de ritmo não convencionais.

Os primeiros sinais de mistura entre as linguagens baixísticas do Funk e do rock pesado datam do já distante início dos anos 90, quando houve uma cena de crossover com bandas como Faith No More, Living Colour, Primus e até mesmo Rage Against The Machine e Red Hot Chili Peppers que fundiram essas duas linguagens, colorindo a sonoridade e estética do Metal com a pulsação do Funk.

Primus – My Name Is Mud

A presença do slap no Metal moderno encontra uma conotação diferente: essa técnica parece estar sendo explorada não tanto pelo desejo de diversificação estilística, mas por uma necessidade e busca pela sonoridade específica. O slap possibilita a inserção de frases de baixo em contextos rítmicos densos, conseguindo ser inteligível em meio à massa sonora e contribuindo para a pulsação rítmica e percussivo, posicionando-se entre as articulações de riffs de guitarra e sons de bateria.

O exemplo que vemos a seguir ilustra tudo isso. O estudo que propomos é inspirado nas linhas de baixo de Amos Williams da banda TesseracT. Este músico faz uso extensivo do slap, inserindo-o com maestria no contexto do Metal Progressivo, em um som muito moderno com nuances de Djent.

Partitura e Tablatura do exemplo proposto. Para baixar o PDF, vá até o site Accordo.it

No riff proposto, são utilizados os dois componentes canônicos do slap, o Thumb e o Pop (ou Pluck), em combinação com o Left Hand Slap (indicado como LH na partitura), que consiste em uma ghost note (nota fantasma) tocada pelos dedos da mão esquerda que batem na corda.

Na seção “A”, encontraremos a alternância de notas digitadas e notas fantasmas que criarão acentos nas segundas e quartas semicolcheias dando movimento rítmico combinando padrões de dois movimentos (nota / ghost) e padrões de três movimentos (nota / ghost / ghost).

Na seção “B”, deixaremos de usar as notas fantasmas e usaremos notas normais, mas também aqui com trocas de acentos devido ao uso de colcheias pontuadas em combinação com semicolcheias, criando assim uma síncope com acentos na segunda e quarta semicolcheia.

Com relação à escolha das notas, atenção aos movimentos de semitons, ascendendo entre D e Eb e descendo entre F e E, tendo assim dois acordes subjacentes na seção “A” que são Dm e FMaj7.

Toque o exemplo junto com Luca Nicolasi

Luca Nicolasi

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