Teste do baixo Squier Deluxe Dimension 5

Squier

De Magazine Bajos & Bajistas  Jerome Bonaparte Squier foi um jovem imigrante que se estabeleceu em Michigan no final do século XIX, ele se mudou para Boston mais tarde, onde construiu e consertou violinos com seu filho Victor Carroll Squier. Hoje, esses violinos JB Squier são conhecidos por seus excelentes vernizes, e são muitas vezes referidos como “The American Stradivarius”.

Um pouco de história

Até 1900, as melhores cordas de violino eram feitas na Europa e importadas para os EUA. Victor Squier começou a fabricação própria, ele conseguiu fazer um bom produto e o negócio cresceu rapidamente, em seguida aumentando a linha com cordas de violão e banjo. Tornou-se famoso em todo os EUA por seu preço razoável.

A Fender entrou em cena nos anos 1950, quando a VC Squier Company se tornou sua fornecedora de cordas para as novas guitarras elétricas que eles estavam começando a fabricar. Em 1963, tornaram-se os fornecedores oficiais da Fender e, dois anos depois, no início da década de 65, a Fender comprou a VC Squier – pouco antes de a Fender, por sua vez, ser adquirida pela CBS.

A marca permaneceu inativa até 1982, quando foi lançada novamente como marca subsidiária da Fender para guitarras Telecaster e Stratocaster de baixo custo. Até então a Fender deixava os preços mais baixos para outras marcas, mas teve que competir com o mercado japonês, que fazia cópias a preços baixos. Então eles se mudaram dos EUA para o Japão para fabricar sob o nome de Squier.

Atualmente, a produção está deslocada para outros países asiáticos, como a Coréia e a China.

Nos últimos anos, a Fender deu um passo à frente em sua linha de baixos incorporando o modelo Dimension, que já analisamos em uma edição anterior da revista. Para poder levar essa novidade a um segmento de preço mais acessível, eles acabaram de apresentar o Squier Deluxe Dimension Bass V, que é o baixo que vamos conhecer desta vez.

Baixo Squier

Construção, headstock, braço

Sendo o Squier Deluxe Dimension um baixo totalmente inspirado por seu irmão mais velho, Fender, obviamente falamos de um contrabaixo de construção bolt-on (braço aparafusado), através de um neckplate com cinco parafusos. Os acabamentos são corretos, a união do corpo com o braço é precisa, os trastes não tem bordas salientes, não são observadas falhas de verniz, como costumava acontecer há alguns anos com os instrumentos asiáticos, prova de que melhorou o controle de qualidade nesse sentido e que as marcas em geral estão se esforçando para a competição cada dia mais dura. Além disso, estamos com um Deluxe – que é tida como a série mais cuidadosa a esse respeito.

O baixo Squier não é excessivamente pesado tratando-se de um instrumento de cinco cordas, o headstock é típico da Fender, com as tarraxas de mecanismo à vista, cromadas, como todo o hardware restante. Um par de abaixadores de corda ajudam a fornecer a pressão e a direção adequadas a caminho das tarraxas.

O nut mede 1.73″e é feito de osso sintético. O braço de maple com um perfil moderno “C” é confortável e adequado para passagens rápidas, nele está uma escala de pau-rosa com um raio de 9,5″ – também disponível com uma escala de maple. Na escala há 21 trastes Medium Jumbo e os marcadores de posição são bolinha brancas localizadas nos lugares habituais. O comprimento da balança é 34″.

Vamos dar uma olhada no corpo deste Dimension.

Baixo Squier
Detalhe do headstock, com suas cinco tarraxas

Corpo, elétrica

O corpo é de duplo cutaway com perfil assimétrico, de Alder, acabamento brilhante em sunburst de três cores. Montado com um captador High Output de 5 cordas Humbucking localizado na posição da ponte, o nível de saída do captador já insinua o que é o caráter deste baixo, certamente roqueiro.

Os controles do baixo são botões achatados que permitem ajustar o volume e um equalizador ativo com botões para cortar ou aumentar os médios, graves e agudos.

Finalmente, vale a pena mencionar que ele possui uma sólida ponte Fender com cinco carrinhos Hi-mass. O Jack está na lateral do corpo e na traseira fica o acesso à cavidade onde a bateria está alojada.

Baixo Squier de costas

Sonoridade e conclusões

Devemos enfatizar que estamos diante de um baixo com um preço de varejo de cerca de 350 euros e é difícil encontrar um baixo de cinco cordas melhor, insistimos que os controles de qualidade melhoraram muito e isso era impensável há alguns anos atrás.

Quanto à sonoridade, o baixo Squier soa contemporâneo, os potenciômetros de equalização tem um ponto de travamento médio onde nem realça nem corta as frequências, com isso se propõe um timbre médio-baixo, definido, que se torna algo mais fosco se o girar. O instrumento é efetivo em todos os registros, não fica “sujo” nas frequências mais graves, um risco habitual no baixo de cinco cordas. Se você precisa tocar rock com incremento de médios, ele irá levá-lo para essa área sonora, se você cortar médios e aumentar os agudos, você está no local apropriado para o slap. Apesar de ter um único captador, oferece uma grande versatilidade.

Podemos concluir que a Squier, com o Deluxe Dimension V, está facilitando para que você tenha o seu primeiro baixo de cinco cordas, sendo este um instrumento sério, não um de nível iniciante… vai muito além disso. Como sempre, o melhor é ir à sua loja favorita e experimentar, você corre o risco de sair com ele para casa.

José Manuel López


Artigo original de bajosybajistas.com. Traduzido por Musicosmos e publicado sob licença de Magazine Bajos & Bajistas®. Todos os direitos reservados.

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