De Joaquín García, para Revista Bajos y Bajistas.

A Fodera é uma das poucas marcas de baixo elétrico que realmente atendem ao rótulo “não necessita de apresentação”. É improvável que no decorrer de uma conversa sobre o melhor baixo do mundo (ou os melhores baixistas do momento) o nome Fodera não apareça. A marca é sinônimo de alta qualidade, uma abordagem tremendamente pessoal que criou escola, que possui muitas cópias por aí – ou melhor, há baixos inspirados nos Fodera, embora nenhum deles alcance a mesma qualidade.

Estes instrumentos Fodera são objeto de desejo, às vezes um item de colecionador e também, muitas vezes, um tópico interessante de debate. Mas, acima de tudo, são instrumentos projetados e construídos com um propósito muito claro: oferecer anos de serviço e satisfação, inspirando você a se desenvolver como baixista e permitindo que você lide com qualquer técnica com garantias de sucesso.

Um pouco de história

Da união do luthier Vinnie Fodera e do baixista profissional Joey Lauricella, os instrumentos Fodera nasceram no Brooklyn, Nova Iorque, em 1983, com o objetivo de entregar os melhores baixos elétricos possíveis com base nos designs e métodos de construção das últimas décadas, ao mesmo tempo com uma atenção insuperável aos detalhes e um equilíbrio perfeito entre forma e função. Ainda no início de sua história, souberam que um baixista excepcional chamado Victor Wooten estava procurando um instrumento superior, já que nenhum baixo lhe dava o nível de conforto e expressão que ele precisava para desenvolver sua técnica.

Sem conhecê-lo pessoalmente, Vinnie e Joey ofereceram a ele um de seus primeiros instrumentos, com a oferta de que ele pagasse aos poucos, em um ato de confiança incomum na época nos EUA. Wooten comentou em inúmeras ocasiões que aquele instrumento foi o que lhe permitiu desenvolver suas técnicas extremas de tapping e slap pelas quais ficou conhecido em todo o mundo com sua banda Bela Fleck and the Flecktones, e que sem esse baixo ele hoje não seria quem é. Esse baixo feito em 1983 e que se tornou um instrumento mítico (modelo Monarch com pickups EMG PJ) foi a base de uma relação artística e pessoal que ainda está intacta até hoje.

2018 marcou o 35º aniversário da marca de Nova York e o modelo que analisamos hoje para a revista Bajos y Bajistas serve para celebrar esta data tão significativa. Depois desta origem simples, todos conhecem a trajetória da Fodera Guitars ao passar das décadas, tendo entre seus usuários alguns dos melhores artistas em todo o mundo, tais como Victor Wooten, Anthony Jackson, Matt Garrison, Lincoln Goines, Richard Bona, Tom Kennedy, Anthony Wellington, James Genus, Mike Pope, etc. Ao contrário de meras relações comerciais marca-artista (que muitas vezes são apenas transações comerciais e/ou publicitárias), no caso da Fodera eles sempre salientam que deve haver alguma reciprocidade entre baixista e luthier. O músico tem uma série de necessidades e preocupações que só um artesão totalmente dedicado ao seu trabalho pode satisfazer e, por outro lado, o luthier aprende diretamente com estes baixistas e aperfeiçoa seu trabalho ao longo dos anos. No final, ambas as partes se beneficiam e o resultado após estes 35 anos é uma série de baixos muito diferentes entre si (poderíamos dizer que cada modelo da Fodera é um mundo à parte) onde o denominador comum é a mais alta qualidade e um alto nível de perfeição artesanal.

Nós não deixamos de destacar que o preço de um Fodera (com modelos de pouco menos de €6.000) está fora do alcance da maioria baixistas. Também não podemos ignorar que existem muitos baixos que custam menos e usam componentes muito semelhantes e que são, sem dúvida, bons baixos. Mas por outro lado, e isso é realmente interessante, quando você adquire um baixo de Fodera você não está comprando uma cópia, mas o original, e isso tem valor. No preço também entra o peso destes 35 anos de experiência dedicados à excelência que garantem a ausência de erros ou o uso de técnicas de construção não aprovadas por eles, de modo que você paga muito mais que o preço dos componentes.

Logicamente, o tempo de secagem de todas as suas madeiras é sempre controlado, então quando você compra um Fodera você também está comprando estabilidade. Isso também contribui para o preço, porque se o luthier compra as madeiras e tem um mínimo de 2-5 anos de secagem controlada naturalmente, é lógico que, ao usar a madeira para construir um instrumento, deverá amortizar o investimento e o tempo de armazenamento. No final, o beneficiário é você, porque você estará adquirindo um baixo com uma estabilidade admirável e este é um elemento crucial quando se trata de desfrutar o seu instrumento por anos.

35th Anniversary Monarch

O baixo que analisamos hoje é realmente especial, já que é o modelo do 35º aniversário do Monarch. Com este instrumento, a Fodera Guitars quis comemorar uma data importante e eles o fizeram com base no que foi seu primeiro projeto, ou seja, o Monarch. Apenas 35 instrumentos foram construídos e este é um deles. É, portanto, um instrumento de colecionador que manterá seu valor por anos e anos, mas além disso, é um instrumento absolutamente incrível.

Sem dúvida, o Monarch é um dos designs mais aceitos dentro desta marca. Seu corpo simétrico permite uma posição de antebraço direito muito confortável. O chifre superior se estende até a área do 12º traste, de modo que o equilíbrio é perfeito, enquanto o recorte inferior permite um bom acesso aos trastes superiores (24 neste caso), fazendo este baixo ficar realmente confortável.

Corpo-do-baixo-Fodera-em-detalhe

A primeira coisa que chama a atenção é o tampo de quilted maple da mais alta qualidade (5A) perfeitamente casado (bookmatched) com o headstock. Detalhes de como o tampo se funde ao corpo de mogno é relativamente comum em muitos baixos hoje, mas esta é uma das coisas que você tem que dar crédito à Fodera por ter desenvolvido e aperfeiçoado há mais de 30 anos. O headstock é exatamente igual ao original da marca nos anos 80 (como no modelo Victor Wooten Classic). Com o passar dos anos suas dimensões foram reduzidas, mas para este modelo comemorativo eles quiseram voltar a usar o tamanho clássico e a verdade é que amamos. Além disso, a mítica encrustação de borboleta moldando o logotipo da marca é feita de madeira e tem um tamanho maior do que estamos acostumados a ver, características que também recriam o que a Fodera fazia na década de 80.

headstock-do-baixo-Fodera

O corpo é feito com duas peças de mogno muito ressonante e leve e o braço de 3 pedaços de maple duro é unido a ele com a técnica de set neck (colado). Este método, que oferece um recorte muito confortável para a mão esquerda e uma união com o braço tão justa que parece que as madeiras se fundem, é muito característico da Fodera e algo que encontramos hoje em muitos baixos de luthier e até mesmo em algumas marcas comerciais, mas mais uma vez é algo que devemos a estes artesãos baseados no Brooklyn.

A mão tem a inclinação necessária para manter a afinação das cordas sem o uso de peças para esta finalidade, que são usadas quando o headstock é paralelo ao braço e que, por vezes, causam efeitos indesejáveis ​​em termos de tensão. Este método é mais caro porque envolve o uso de mais madeira, mas um Fodera não é limitado em nenhum aspecto, com a ideia de que a soma das partes criará um todo de qualidade superior. Na parte de trás da mão temos uma incrustação que comemora estes primeiros 35 anos de instrumentos Fodera. Seguindo as características, a escala de rosewood indiano (permitido pela CITES, de acordo com certificado que acompanha o baixo) suporta 24 trastes de tamanho médio que são acabados de uma maneira magistral. O acabamento do braço e dos trastes são, de fato, duas das marcas registradas da Fodera e este é um dos segredos do porquê destes baixos permitirem uma ação tremendamente baixa sem trastejamentos. Ainda que o trabalho de instalação dos trastes seja feito artesanalmente, a Fodera instalou uma máquina Plek em sua fábrica há alguns anos para garantir que todos os baixos que saem da oficina do Brooklyn tenham trastes perfeitos.

colagem-do-braço-ao-corpo-no-baixo-fodera

As tarraxas Gotoh (outra constante da Fodera) permitem uma afinação suave e precisa. O poste de bronze é dimensionado e acabado exatamente para cada baixo e isso é muito perceptível. A altura é absolutamente perfeita e a quantidade de corda que permanece dentro das “ranhuras” é a correta, de modo que a corda não saia ao tocar mesmo com as técnicas mais agressivas, sem matar a ressonância da corda.

A ponte Fodera também já é um clássico. É fabricada pela Hipshot exclusivamente para eles e é feita de latão, para oferecer o melhor som e uma massa perfeita. É perfeitamente ajustável em 3 sentidos: altura, espaçamento entre cordas e oitavas. A verdade é que mesmo nisso você pode ver a tremenda qualidade, já que toda a mecânica funciona maravilhosamente bem. Gostaria que todas as pontes pudessem ser ajustadas com essa facilidade. Quanto à eletrônica, mais uma vez a exclusividade dos componentes desempenha um papel importante. Os captadores Duncan Custom Humbucker são feitos exclusivamente para Fodera pela Seymour Duncan seguindo instruções muito precisas sobre como eles devem soar e se comportar. Afinal de contas, a captação é um dos elementos mais importantes (talvez o principal) quando se trata de transmitir o que está acontecendo quando você faz vibrar um baixo elétrico, então neste aspecto podemos dizer que estes Duncan Custom são um acerto. O pré-amplificador também é outro clássico, já que é a mesma unidade projetada e fabricada há anos para Fodera pelo incrível baixista, pianista, compositor e engenheiro de som Mike Pope. Neste caso, é o modelo Flex Core e oferece controles para volume, balanço, tone passivo e 3 bandas de equalização. Três mini-chaves são responsáveis ​​por escolher o modo (Ativo ou Passivo), a freqüência de médios no modo Ativo (400-800 Hz) e o tipo de bobinas dos captadores (Single Coil ou Humbucker).

O baixo vem equipado com cordas Fodera e, não poderia ser diferente, a verdade é que não estamos surpresos ao descobrir que elas são excelentes. Ao contrário de muitas marcas e luthiers que simplesmente pedem cordas com seu nome para uma das grandes fábricas de encordoamentos, as cordas da Fodera são feitas exclusivamente para elas por uma pequena empresa quase artesanal do estado de Nova York que não trabalha para mais ninguém. Isso garante a seleção do melhor material e a maneira de aplicar o enrolamento no núcleo da corda, resultando em uma corda que, além de soar muito bem, tem uma tensão muito boa e um toque igualmente bom, também oferecendo uma durabilidade mais do que razoável. O calibre usado neste baixo é 40-100 e nos parece ideal para todos os tipos de técnicas, embora logicamente cada baixista tenha suas preferências.

Por fim, não posso deixar de mencionar o tensor reversível usado pela Fodera (novamente outra característica que a separa o resto). É bem sabido que um tensor comum não é suficiente, porque às vezes (pela temperaturas, ou pela própria natureza das madeiras utilizadas) torna-se necessário para mover o braço para a frente, soltando a tensão das cordas, em vez de para trás. Enquanto outras marcas têm usado tensor de ação dupla para resolver esta questão, a Fodera Guitars, não fica satisfeita com esta abordagem, porque segundo eles dizem, um tensor que funciona em dois sentidos significa ter que fazer um canal maior no braço para acomodar o tensor, o que poderia enfraquecer um pouco o braço e, até certo ponto, afetar o som do instrumento. A solução da Fodera é tão simples quanto revolucionária e eficaz: usar um tensor unidirecional, mas reversível. Ou seja, o tensor age em uma direção, mas você pode facilmente removê-lo com a ferramenta que vem com o instrumento e você só tem que girá-lo em 180 graus e inserir novamente para que ele funcione na direção oposta. Nós reconhecemos que a primeira vez em que fizemos esta operação em um Fodera que custou cerca de €10.000 fomos tomados por uma sensação que misturava curiosidade com algum medo, mas o fato é que a operação não poderia ser mais simples e eficácia deste sistema é admirável. Agora que o baixo já foi descrito, vamos passar para a melhor parte, que é tocá-lo.

Quando você vai testar um baixo deste nível e preço, há muitas expectativas. Ao tê-lo em suas mãos, a primeira coisa que você percebe é a sensação de que tudo está no lugar. Ao contrário de outros baixos de formato moderno, especialmente de 24 trastes, onde o braço parece estar mais para a sua esquerda, com os primeiros trastes muito afastados forçando-o a esticar seu braço, este Fodera não passa esse tipo de sensação. Pelo contrário, as notas estão onde você esperaria que elas estivessem em um baixo clássico como um Fender que você tocou por toda a vida. Isso é muito legal, pois resulta em menos fadiga ao tocar o baixo em longas sessões. Além disso, o acesso às notas mais altas permanece igualmente confortável, você realmente esquece o registro no qual está tocando porque nunca se encontra em uma posição desconfortável. Esta é uma das maiores conquistas da Fodera e é algo que aqueles que nós – que carregamos um baixo por muitos anos – apreciam bastante, este equilíbrio delicado entre o registros graves e agudos do baixo enquanto a ergonomia está perfeitamente equilibrada no instrumento.

Uma característica comum a todos os baixos Fodera é que eles vêm de fábrica com um ajuste refinado: ação realmente confortável, zero atrito e oitavas absolutamente perfeitas, como não poderia deixar de ser. Esse tipo de ajuste é uma grande vantagem quando se trata de lidar com qualquer técnica que venha à mente. De certo modo, é como se o instrumento desaparecesse e o que realmente importa seja a sua maneira de interpretar, sem que o instrumento interfira em momento algum.

Tocando

É hora de ouvi-lo, então conectamos o baixo a um bom amplificador. Neste caso, um cabeçote EICH T900 e caixa EICH 410L, um equipamento de alta qualidade e extremamente neutro que simplesmente reproduz o som natural do instrumento. Começamos colocando baixo em modo passivo porque, sem dúvida, esta é a melhor maneira de verificar se tudo está funcionando como devido em nível “acústico” sem intervenção eletrônica além dos captadores e controles de Volume, Balance e Tone. Como imaginamos, o som é incrível nesse modo – tanto que nos faz pensar que esse baixo sempre pode ser usado no modo passivo sem que você perca nada. Colocando os captadores em modo Single Coil descobrimos o que eles realmente são, ou seja, entregam um som absolutamente clássico que lembra os baixos da década de 60. Pode parecer surpreendente um som tão tradicional em um instrumento tão moderno, mas é que, na realidade, este é um dos sons mais usados ​​das últimas décadas. O captador da ponte tem um caráter incisivo, mas com um corpo que funciona perfeitamente com o Tone aberto ou fechado (terreno Jaco instantâneo). O do braço, por outro lado, soa tremendamente redondo e corpulento, fazendo maravilhas para os estilos clássicos na onda da Motown, bem como para Rock de todos os tipos. A mistura de ambos os pickups, como esperado, produz um som ligeiramente oco (devido ao leve cancelamento da fase natural) que poderia fazer maravilhas em quase qualquer estilo. Neste caso, a posição dos captadores no corpo do baixo é tão importante quanto o enrolamento deles quando se trata de obter uma sonoridade ou outra, e temos o prazer de ver que a Fodera realmente sabe o que faz quando posiciona estes Duncan Custom. Aliás, quando dizemos que o modo Single Coil é realmente “single”, estamos dizendo que, ao contrário de outros captadores Humbucker que podem ser convertidos em um single mas que entregam o mesmo som, apenas com diferença de volume ao mudar de modo, neste caso o modo Single Coil é 100% e realmente soa como tal, não como um humbucker com menos volume. Na verdade, se usarmos um único captador no modo Single e estivermos perto do ampli, ouviremos um ruído de 50Hz. Ou seja, não se trata de captadores Noiseless ou Stack que cancelam o ruído mas soam diferentes, na verdade são 100% Single Coil e é por isso que soam tão bem.

Quando usamos o seletor para mudar para o modo Humbucker, obtemos imediatamente um som mais moderno, com notas mais pronunciadas e um caráter que nos lembra, de certa forma, um Musicman Stingray. Este é, de fato, um dos baixos onde notamos a maior diferença entre esses dois modos de bobinas. Ambos os sons são absolutamente de primeira classe, mas dependendo de seus gostos pessoais e do projeto em que você está (ou o momento específico dentro de uma música), você descobrirá que prefere usar um modo ou outro.

Passamos a ativar o magnífico pré-amp Mike Pope sem usar nada de EQ, e o que conseguimos é um ligeiro aumento do sinal que incrementa a presença das notas. A diferença de volume entre Ativo e Passivo é mínima, mas isso é ajustável usando um potenciômetro interno no pré. A partir daí, as 3 bandas de EQ fazem o seu trabalho às mil maravilhas, e é precisamente o que esperamos: os graves preenchem de forma poderosa o espectro de som mais baixo, mas nunca sujam o som, as frequências altas proporcionam um toque extra de brilho, se você precisar destacar cada nota. Menção especial merecem os médios, que você pode selecionar para atuar em 400Hz ou 800Hz, dependendo do seu gosto. O uso do EQ é extremamente pessoal, mas não resistimos em fazer algumas sugestões que nós amamos: usando ambos os captadores em single com um pequeno reforço de graves conseguimos o melhor som de slap que ouvimos em muito tempo (e é um som válido para tudo, certamente). Se você cortar os médios um pouco em 800Hz, você terá um som perfeito e moderno. Usando apenas o captador de ponte no modo humbucker com um leve aumento de médios em 400Hz conseguimos um som excepcional para solos, onde até mesmo as linhas mais rápidas e solos vertiginosos parecem ser mais fáceis de tocar. Se usarmos apenas a captação do braço no modo Humbucker com graves moderados e reforço de agudos, isso resultará em um poderoso som de rock. A mistura de ambos captadores em single com um leve corte graves e realce de agudos parece-nos ideal para tapping, uma vez que mesmo as linhas ou ritmos com o maior número de notas são entendidos maravilhosamente. E assim poderíamos continuar o dia todo…

Além da paleta impressionante de sons oferecidos por este Fodera 35th Anniversary Monarch, todos de grande qualidade, há dois aspectos que mais nos atraem a atenção e são uma constante desta empresa: por um lado, é admirável a tremenda consistência de som que exibe este baixo ao longo de todo seu registro e em suas quatro cordas. É como se tudo estivesse mais conectado do que em outros baixos em termos da homogeneidade de som. Estamos acostumados a experimentar alguns instrumentos com certas diferenças de volume e/ou de timbre quando se muda de uma corda para outra, ou ao mudar de posição para acessar as posições mais altas ao longo do braço, mas sempre se testa um Fodera (e este não é uma exceção), temos a sensação de que essas diferenças não existem ou não as percebemos, pelo menos.

O segundo aspecto que achamos especialmente notável é que o conteúdo do harmônico fundamental parece estar mais presente nesses baixos do que em outros. É difícil descrever com palavras, mas é como se as notas soassem mais completas e mais “reais”. Isto é causado pela incrível qualidade de construção e dos componentes, uma vez que observamos uma perfeita vibração da corda ao longo de todo o seu comprimento. A eletrônica é responsável por traduzir da maneira mais natural possível tudo que está acontecendo fisicamente quando as cordas vibram.

Esses dois aspectos que acabamos de mencionar (a homogeneidade em todo o registro e o conteúdo harmônico de cada nota) podem passar despercebidos em uma primeira audição se não formos cuidadosos, já que a mera beleza, conforto e qualidade sonora do instrumento destacam-se no primeiro momento. No entanto, acreditamos que são esses dois aspectos que realmente fazem a diferença entre um baixo Fodera e quase qualquer outro disponível no mercado.

Conclusão

Algo que muitos clientes nos perguntam quando chegam à loja Doctorbass para testar baixos qualidade e tocam um Fodera é: será que vai me fazer tocar melhor um baixo que tenha esse preço? É uma questão interessante e a resposta é também. Estamos convencidos de que quem comprar esse baixo tocará exatamente como sempre (talvez soando melhor, é claro), mas isso só acontecerá no momento em que você o adquirir.

A magia de um instrumento de alto nível é que, ao não colocar nenhum obstáculo na hora de tocar e ser tremendamente inspirador para estudar qualquer técnica e estilo, o que acontece é que você quer tocar cada vez mais esse instrumento. Então, em um período relativamente curto de tempo (semanas ou meses no máximo), você está tocando melhor. Não é que o baixo em si faça de você um baixista melhor, mas que você irá melhorar por causa de todas as horas dedicadas a ele. Sem dúvida, é tremendamente fácil de tocá-lo e a enorme paleta de sons absolutamente de primeira qualidade o motivam a tocar mais e a entrar em terras musicais que você pode ter rejeitado antes, porque na realidade seu instrumento não respondeu como deveria.

É claro que um investimento deste tamanho é algo que temos que avaliar bem, mas a verdade é que todo mundo que adquire um Fodera chega à mesma conclusão: deveria ter feito isso antes. Claro, ser capaz de experimentar um baixo deste nível é uma experiência incrível e recomendamos que, se você tiver a chance, tente fazê-lo para tirar suas próprias conclusões. Mesmo se você não puder pagar no momento, é maravilhoso verificar os níveis de perfeição alcançados por esses artesãos que são apaixonados pelo seu trabalho.

Em um mundo onde os produtos perdem valor em um tempo muito curto, é ótimo ver que ainda existem coisas que não são assim. Os baixos Fodera são um investimento seguro e, neste caso, ainda mais, sendo uma edição de apenas 35 unidades, este instrumento manterá todo o seu valor por anos e anos.

Ambos os captadores. Clipe de www.fodera.com

Captador da ponte. Clipe de www.fodera.com

Captador do braço. Clipe de www.fodera.com

Artigo original de bajosybajistas.com. Traduzido por Musicosmos e publicado sob licença de Magazine Bajos & Bajistas®. Todos os direitos reservados.


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