Ron Carter, a lenda viva do jazz

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Nascido em Femdale, Michigan, em 4 de maio de 1937, Ronald Levin Carter iniciou seus estudos de música tocando violoncelo aos 10 anos de idade. Apenas seis meses após trocar o violoncelo pelo contrabaixo acústico, Carter recebeu uma bolsa de estudos na Eastman School of Music  onde se tornou o primeiro negro a fazer parte da Eastman-Rochester Philarmonic Orchestra.

Após sua graduação em 1959, Carter mudou-se para Nova Iorque onde concluiu seu mestrado na Manhattan School of Music. Seu primeiro trabalho importante na big apple foi no grupo do baterista Chico Hamilton. Seguiram-se trabalhos como freelancer ao lado de nomes como os saxofonistas Eric Dolphy e Cannonball Adderley; os pianistas Randy Weston e Thelonius Monk e o trumpetista Art Farmer.

Em 1963 passou a integrar o lendário quinteto de Miles Davis registrando com o trumpetista os álbuns Quiet Nights, Four and More, My Funny Valentine, Live At the Plugged Nickel, Miles Smiles, ESP, Miles In the Sky, Seven Steps To Heaven, The Sorcerer, Nefertiti e Water Babies.

Em 1968 Carter deixou o quinteto de Miles e voltou a atuar como freelance ao lado de diversos artistas como o grupo New York Bass Choir, a cantora Lena Horne e o guitarrista George Benson. Passou também a fazer parte do elenco da gravadora CTI registrando álbuns como líder e realizando diversas gravações do selo ao lado de vários músicos como Wes Montgomery, Herbie Mann, Paul Desmond, Jim Hall, Nat Adderley, J.J. Johnson, Freddie Hubbard, Stanley Turrentine, Kenny Burrell, Chet Baker e Herbie Hancock além dos maestros brasileiros Antônio Carlos Jobim e Eumir Deodato.

Em 1977 Ron Carter passou a fazer parte do grupo VSOP, liderado pelo pianista Herbie Hancock que gravou o álbum “The Quintet” formado por ex-integrantes do famoso quinteto de Miles Davis. Para completar o grupo foi convocado o trumpetista Freddie Hubbard.

Premiado como o Melhor Baixista da Década pelo jornal Detroit News, Melhor Baixista de Jazz pela revista Downbeat, and MVP (músico mais valioso) pela National Academy of Recording Arts and Sciences, Carter também foi vencedor de 2 prêmios Grammy: um em 1988 pela música “Call Sheet Blues” do filme “Round Midnight” e outro em 1993 como melhor grupo de música instrumental.

Em 2007 Ron Carter lança com seu quinteto o álbum “Dear Miles” contendo 8 temas do repertório do célebre trumpetista, morto em 1991 e mais duas composições de sua autoria.

Carter também compôs trilhas sonoras originais para filmes clássicos como “A Gathering of Old Men” (Assassinato na Louisiana), “La Passion Béatrice” e “Blind Faith”.

Em 2014 Ron recebeu o medalhão e o título de comandante da Ordem das Artes e Letras, prêmio cultural concedido na França pelo ministro francês da Cultura.

Em 2015 Ron Carter foi homenageado no Guinness Book of World Records pela sua participação em mais de 2.200 álbuns. Prestes a completar 82 anos ele continua em plena atividade, gravando e excursionando com seu grupo por todo o mundo.

A transcrição que apresento a seguir é a linha de contrabaixo de Carter para “Giant Steps” e está contida no volume 28- “John Coltrane” da série de CDs playalongs (toque junto) lançada pelo saxofonista e educador americano Jamey Aebersold. Essa coleção, hoje com mais de 130 itens, contém kits de CDs e livros de partituras destacando composições de grandes nomes do jazz.

Nestes CDs temos uma base de seção rítmica (bateria, baixo e piano) sobre a qual podemos tocar a melodia do tema e improvisar.

Boa prática e até a próxima!



Selecione a faixa 4 – Giant Steps (slow)

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Alex Rocha

Bacharel em Música pela Universidade Estácio de Sá, Alex Rocha é baixista, compositor, arranjador e produtor musical.

Fez parte da banda do cantor Emílio Santiago de 2003 até 2013 tendo gravado seus DVDs “O Melhor das Aquarelas” em 2005 e “Só Danço Samba Ao Vivo” de 2011, premiado com o Grammy Latino como o melhor álbum de samba em 2012. Seu primeiro CD  solo ”Boas Novas” (Niterói Discos/2003) obteve excelentes resenhas da crítica especializada e foi co-produzido pelo baixista Arthur Maia.

Em 27 anos de carreira, Alex Rocha acompanhou artistas como Victor Biglione, Wagner Tiso, Celso Blues Boy, Bibi Ferreira, Itamara Koorax, Pery Ribeiro, Zé Renato, Leila Pinheiro, Fred Martins e Nico Rezende, e também grandes músicos da cena do jazz internacional, como Eddy Palermo, Phil DeGreg, Jeff Kunkel e Mark Lambert entre outros.

Na Rede Globo de Televisão participou do programa Gente Inocente entre 2000 e 2002, gravando inúmeras trilhas musicais veiculadas pela emissora.

Participou de festivais como: Festival Internacional de Blues do Circo Voador (1993); Nescafé in Blues (SP- 1994); Búzios Jazz & Blues 2000; Festival de Jazz & Blues de Fortaleza -2001; Tribulaciones Jazz Festival (Buenos Aires/2001); Ipatinga Jazz Live (2004 e 2008); Baltimore Waterfront Festival (E.U.A.- 2006); Curitiba Jazz & Blues Festival (2008); Festival de Jazz da Savassi, e Rio das Ostras Jazz & Blues em 2011.

Apresentou-se com seu grupo no 3º Niterói Musifesfest em setembro de 2006 recebendo como convidado especial Toninho Horta. Em 2009 gravou o CD “Aventura” do tecladista José Roberto Bertrami, lançado pela gravadora inglesa Farout Recordings, indicado ao Grammy Latino. No ano 2011 lançou o CD ”Cachet!” pelo selo Niterói Discos, em parceria com o guitarrista Marcelo Frisieiro. Em 2012 participou da gravação do programa “Som Brasil - Clube da Esquina” da Rede Globo de Televisão acompanhando Milton Nascimento, Lô Borges e Wagner Tiso. No mesmo ano passou a colaborar como colunista da revista Bass Player Brasil. No ano de 2014 participou do festival MIDEM em Cannes, França acompanhando o Andrea Dutra Quarteto  e o Cláudio Dauelsberg Trio.

Desde novembro de 2015 acompanha o cantor Daniel Boaventura em shows pelo Brasil. Também faz parte do Osmar Milito Trio e do quinteto liderado pelo pianista e cantor Nico Rezende no show em Tributo a Chet Baker trabalho esse que teve um DVD lançado em fevereiro de 2017 pelo selo Fina Flor.

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